Venda de empresas no Brasil e Investidores Estrangeiros – Impactos da Lei 13.097/15

Para Néstor Casado, CEO da CAPITAL INVEST M&A Advisors, reputada assessoria financeira em fusões e aquisiçõesvenda de empresas, a abertura ao capital estrangeiro na Saúde deverá trazer novos conceitos que beneficiarão e valorizarão os profissionais, tais como melhorias em gestão, na qualificação e na remuneração. “Mais benefícios aos profissionais implicarão em um melhor atendimento com menor custo.”

Ainda de acordo com Casado, com ou sem a lei haveria uma tendência à consolidação de hospitais de pequeno porte em redes maiores para diminuir custos e melhorar os serviços. “A lei simplesmente deverá trazer mais capital e, portanto, acelerar esta consolidação.

Relembrando que sem potenciais compradores de empresas, alguns destes hospitais simplesmente iriam à falência. Eis um dos motivos pelos quais mais de 15 mil leitos foram fechados nos últimos cinco anos.”

Em longo prazo, o cidadão brasileiro deverá ser o principal beneficiado, pois novos investimentos deverão fomentar a concorrência. “Tudo isto sob a premissa de que o CADE fará bem seu papel, permitindo a necessária consolidação, sem que cheguemos a uma situação de oligopólio”, salienta Casado.

Do mesmo modo defende o professor Marcelo Caldeira Pedroso, que ressalta o quanto é fundamental uma regulação efetiva. “Isso implica em um adequado controle financeiro e na divulgação de resultados financeiros e não-financeiros para as operações no Brasil, independente do capital ser aberto ou não. Fatores chave para o valuation das empresas”

Recente pesquisa realizada pela KPMG, que ouviu cerca de 200 profissionais de saúde no Brasil, apontou que 33% dos gestores acreditam que a ampliação dos programas de Parceria Público Privada (PPP) traria mais benefícios para o setor.

A redução de impostos (21%) e o aumento do percentual do PIB destinado à saúde (21%) também são fatores que, segundo os entrevistados, podem alavancar o segmento no Brasil.

O estudo também questionou sobre a Lei 13.097/15, que permite a participação direta ou indireta, inclusive o controle, de empresas ou de capital estrangeiro na assistência à saúde no Brasil. Os números apontam que 54% dos participantes da pesquisa a consideram necessária, enquanto que 38% a classificam como fundamental.

“O processo de consolidação de vários hospitais aliado a uma gestão com qualidade e eficiência pode gerar grandes e rentáveis grupos. É esse potencial que os investidores estrangeiros enxergam no Brasil”, explica Marcos Boscolo, Sócio de auditoria e líder do setor de saúde da KPMG no Brasil.

O mercado americano é o principal investidor estrangeiro nas empresas vendidas no Brasil. Mas, nos últimos anos, houve também um crescente interesse de multinacionais asiáticas de países como Japão, Coreia do Sul e China.

O especialista afirma que o interesse no país sempre existiu e continua a existir, contudo, o cenário atual não é atrativo para nenhum tipo de investimento. “Infelizmente, a abertura ao capital estrangeiro veio em um momento de muita incerteza do país.”

Além disso, são muitas as barreiras que estrangeiros encontram para investir no Brasil. Entre elas,  destaca-se a mão de obra menos qualificada, tanto na parte clínica, como na administrativa. ” Muitos CEOs e CFOs são médicos sem visão de gestão. Há também a barreira do idioma e da infraestrutura”, diz Boscolo.

Contudo, a maior preocupação é quanto às questões regulatórias, uma vez que as demais barreiras estarão sob a gestão dos investidores. Porém, mudanças em legislação ou algum tipo de restrição que o governo venha a adotar, que não está sob a gestão do controlador do hospital, poderá afetar os negócios.

“A solução é o governo passar confiança ao mercado, garantindo que não haverá mudanças nas regras do jogo e isso tem que estar formalizado em legislação, e não em promessas ou pronunciamentos públicos. Veja o exemplo na educação, em que grande parte das instituições de saúde baseava seu crescimento em função de alunos do FIES. Recentemente, as regras mudaram, tornando o acesso mais restritivo. Imediatamente, as ações do setor de saúde caíram 20% na bolsa de valores”, salienta.

 

Fonte: revista healthcare management (pag 124)

 

 

Para más información sobre o assunto, consulte nossos artigos: “quero vender minha empresa: o guia definitivo de venda profissional”, “venda de empresas – opções para procurar investidores”

 


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